Yamas e niyamas são dois conjuntos de princípios no Yoga Sūtra. Os yamas olham para a relação com o mundo. Os niyamas olham para a conduta consigo. Yama e niyama, no singular, e yamas e nyamas, com essa grafia, apontam para o mesmo par. Nyamas é um jeito comum de escrever niyamas; não é uma terceira lista.
Este artigo só compara. A explicação de cada yama está em yamas. A de cada niyama está em niyamas.
Restrição e cultivo
O sutra II.29 lista os oito membros. II.30 nomeia os yamas. II.32 nomeia os niyamas. Entre os dois, II.31 diz que os yamas valem sem depender de lugar ou ocasião. A busca junta os dez porque a pessoa quer a lista inteira numa página. Yamas são descritos como restrição: o que se deixa de fazer na relação com os outros. Niyamas são descritos como cultivo: o que se pratica consigo. Três dos niyamas — tapas, svadhyaya e ishvara pranidhana — também aparecem no início do texto como kriya yoga, a prática preliminar. Por isso a comparação não é “cinco contra cinco e acabou”: parte dos niyamas já é o método, não só a ética.
O equívoco que os guias longos corrigem, e que esta página repete de propósito: brahmacharya não é celibato obrigatório na aula contemporânea; aparigraha não manda abrir mão de toda posse. Um princípio por semana, observado no tapete e fora dele, é o método prático que esses textos sugerem. Serve. Não é tarefa de casa do estúdio.
Como os dois se relacionam
Patañjali apresenta os dois no início dos oito membros (II.29–II.32). Um não cancela o outro. Ahimsa, por exemplo, pede não violência com quem está ao redor. Santosha, do lado dos niyamas, pede uma relação mais honesta com o que já se tem. Dá para cuidar do outro e, no mesmo dia, praticar contentamento — ou falhar nos dois. A tradição separa os nomes para a observação ficar mais fina, não para criar um ranking moral.

Cada pessoa no próprio tapete. A conversa cabe. O espaço entre os tapetes também: não invadir o lugar do outro e cuidar do que é seu.
A comparação
| Yamas | Niyamas | |
|---|---|---|
| Pergunta que organiza | Como eu ajo com o outro e com o que está fora? | Como eu me conduzo? |
| Quantos, nesta tradição | 5 | 5 |
| Nomes | Ahimsa, satya, asteya, brahmacharya, aparigraha | Saucha, santosha, tapas, svadhyaya, ishvara pranidhana |
| Exemplo na sala | Deixar espaço entre os tapetes | Chegar tendo cuidado do próprio corpo e do material |
| Exemplo fora | Não humilhar alguém numa conversa | Estudar um texto em vez de só opinar |
| Onde aprofundar | Artigo dos yamas | Artigo dos niyamas |
Exemplos lado a lado
Espaço. Asteya (yama) aparece quando você não toma o lugar de quem já estendeu o tapete. Saucha (niyama) aparece quando o seu tapete não fica molhado de suor para a próxima pessoa sem um cuidado mínimo.
Verdade e estudo. Satya (yama) é dizer o que aconteceu na postura. Svadhyaya (niyama) é observar o hábito por trás — por que a pressa de “já consegui” apareceu.
Força. Ahimsa (yama) impede usar o corpo como inimigo. Tapas (niyama) sustenta a disciplina de voltar amanhã. Disciplina sem ahimsa vira castigo. Ahimsa sem disciplina vira abandono da prática. Os dois se corrigem.

O que não repetir aqui
A definição de cada princípio, com o cuidado de tradução de brahmacharya e de ishvara pranidhana, fica nas páginas específicas. Repetir os dez parágrafos nesta comparação só competiria com elas.
Postura e respiração também ficam fora: asanas e pranayama.
Emmerson Almeida, fundador e professor — Yoga du Ville.
O que a comparação precisa mostrar de uma vez
A busca junta os dois nomes porque a pessoa não quer dois artigos para descobrir qual é qual. A resposta curta: yamas olham para fora, niyamas olham para a própria conduta. São cinco e cinco no Yoga Sūtra. Nyamas é grafia, não uma terceira lista.

Ahimsa não substitui tapas. Tapas sem ahimsa vira castigo. Os artigos específicos aprofundam cada nome.
Quem já sabe a diferença e quer o exemplo de cada princípio segue para yamas ou niyamas. Repetir os dez parágrafos aqui só competiria com essas páginas.
FAQ
São regras do estúdio?
Não. São vocabulário do sutra para observar a própria conduta. O Yoga du Ville não dá nota de yama. O que a sala sustenta é visível: espaço entre tapetes, adaptação sem ironia, aula que termina no repouso.
Brahmacharya é celibato?
Em vários comentários clássicos, a palavra aponta para continência. Na aula, o uso pedagógico é moderação da energia: não gastar a prática inteira num pico só. As duas camadas estão explicadas no artigo dos yamas.
Fontes
- Yoga Sūtra de Patañjali, II.30 (yamas) e II.32 (niyamas).
- A grafia nyamas / nyama é variante de busca e de digitação, não outro conceito.
Próximo passo
Esses nomes fazem mais sentido depois de uma aula em que ninguém é empurrado para além do joelho. Veja os horários e o yoga na Tijuca.
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